Nós todos passamos por uma lavagem cerebral! Fomos todos ensinados sobre a ética do trabalho! "Trabalho (e sofrimento) até à morte, ou se tivermos sorte, a aposentadoria. Não temos tempo a perder com frivolidades. Temos responsabilidades para cumprir..."

Nós todos passamos por uma lavagem cerebral! Fomos todos ensinados sobre a ética do trabalho! "Trabalho (e sofrimento) até à morte, ou se tivermos sorte, a aposentadoria. Não temos tempo a perder com frivolidades. Temos responsabilidades para cumprir. Temos que ser sérios, trabalhar duro, crescer em nossa carreira profissional, ganhar muito dinheiro e ter o dinheiro e o progresso profissional como prioridades."

Eu quero mudar esta ordem em minha vida. Eu sei que quando faço as coisas que gosto de fazer, elas me satisfazem. E sei que quando faço algo contra a minha vontade, contra o meu coração, não funciona muito bem. Eu sei que me forçar para tentar conseguir terminar um trabalho geralmente leva duas vezes mais tempo do que quando descanso e faço o mesmo trabalho em uma outra hora, de uma maneira relaxada.

Nós podemos mudar o critério pelo qual decidimos o quê fazer em nossas vidas. Ao invés de perguntarmos a nós mesmos: "Isto nos trará muito dinheiro ou progresso profissional?", precisamos nos perguntar: "Terei prazer em fazer isto? Isto será divertido? Eu estou realmente desejando começar isto?"

Se você não pode responder "Sim" para estas questões, então é muito possível que esta não seja uma boa tarefa para você! Se é algo que tem que ser feito, isto é, calcular os impostos, lavar louças, etc., a solução é encontrar alguém que o faça por você. Há pessoas que terão prazer e amarão fazer o quê você prefere não fazer. Realmente! Por exemplo, eu não gosto de arrumar a casa. Eu, de fato, não gosto de limpar, lavar o piso, janelas, etc. E há gente que até gosta do aspecto meditativo deste trabalho e que realmente tem satisfação pelo trabalho bem feito. É bom para mim pagar alguém para fazer este trabalho e assim eu posso usar esse tempo para ganhar dinheiro fazendo coisas que gosto.

Nós somos todos muito diferentes e diferentes coisas nos atraem. Apenas, porque alguém gosta de uma coisa em particular não significa que você tem que gostar. Nós podemos confiar no que eu chamo de "Índice de Prazer" para nos ajudar a saber se uma ação em particular é a melhor para nós. Podemos fugir à regra que avalia as coisas por trazerem dinheiro ou avanço profissional. Podemos mudar isso e basearmos nossas decisões em "se" uma ação nos dará prazer e satisfação pessoal. O trabalho que você faz deixa você com um sentimento de orgulho e satisfação com você mesmo? Você está seguindo a voz do "dever" ou do "querer"?

Ainda, a ordem é forte. Eu me vejo lutando sobre uma tarefa que acaba se prolonga. Você já notou que as coisas que você não gosta de fazer são as que que parecem levar uma eternidade para serem feitas? E por outro lado e como no dizer popular, "o tempo voa quando a gente se diverte!" Aprender a ir contra aquela velha ordem e confiar no "Índice de Prazer" é um projeto em andamento. Cada pequeno passo é, ao mesmo tempo, um grande salto. Cada passo te afastará da insatisfação com a sua vida te aproximará do amor-próprio, auto-aceitação, auto-estima e alegria na sua existência diária.

Todas as vezes que você ignora esse chamado interior, você acumula angústia e frustração na sua vida. Sua criança interior uma vez mais se sente oprimida e sem importância. Cada desapontamento reforça a crença da criança de que os desejos de todos são mais importantes do que os dela própria. Uma vez mais seus desejos são relegados à lista dos menos prioritários.

E ainda, ... esta é a SUA vida! Porque deixar alguém ditar a maneira como você deve vivê-la? Pergunte a si mesmo/a quais passos você quer dar! Ouça a voz que te dirá o quê realmente faria você se sentir satisfeito/a e completo/a. Você é o diretor de sua vida! E acima de tudo ... ela é sua, não é?

por Marie T. Russell
Traduzido por Gerdson Mourão

Artigo Original "Are We Having Fun Yet?"
em www.innerself.com.


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