youve got the power port

Parece que, muitas vezes, experimentamos a vida como se não tivéssemos poder para fazer mudanças – para fazer uma diferença. Se você sente que não tem poder, ou sente que o poder não está disponível para você, procure ver onde foi que, na sua vida diária (e no seu passado), você abriu mão do poder.

youve got the power port

Parece que, muitas vezes, experimentamos a vida como se não tivéssemos poder para fazer mudanças – para fazer uma diferença. Se você sente que não tem poder, ou sente que o poder não está disponível para você, procure ver onde foi que, na sua vida diária (e no seu passado), você abriu mão do poder.

De que maneiras estamos nos prejudicando – por que não estamos expressando nosso poder? Digamos que você tenha tomado uma decisão, ou ma resolução, tenha estabelecido uma meta, ou decidido iniciar algumas mudanças na sua vida. Muitas vezes, o que acontece é isto... Você diz a si mesmo: "Sim, vou fazer algumas mudanças. Vou perder peso". Então, outra parte de você se intromete e diz: "Você sabe que você sempre abandona suas dietas. Você fica com fome, ou deprimido, e sempre trapaceia. Você nunca persiste". Neste momento, você abre mão do seu poder em favor das dúvidas e das inseguranças de sua mente.

Se você tomou decisões, mas uma parte de você acredita que você não vai persistir – e você cede a esta crença – você está se sabotando. Não é que você não tenha o poder de atingir sua meta. Não é, nem ao menos, que você desista depois de algum tempo. A verdade é que, freqüentemente, nós nem mesmo acreditamos que temos chance de sucesso. Então, desistimos antes mesmo de começar.

Examine bem de perto todas aquelas ocasiões em que você se desviou do caminho escolhido ou das metas estabelecidas. Como e por que você se desviou? Foi por causa de algo que estava bloqueando seu caminho, ou foi por causa de algo que escolhemos acreditar sobre nós mesmos? Muitas vezes, tudo se resume à crença de que não vamos conseguir – acreditamos que nossos hábitos são mais fortes do que nós. Pensamos que realmente não conseguiremos ficar firmes nas nossas resoluções. Ou acreditamos que alguém terá que aparecer para nos salvar, fazer as mudanças para nós, nos ajudar, estimular, ou motivar.

Nós adquirimos poder quando nos damos conta de que nós é que somos donos de nossas vidas. Somos nós que decidimos o que queremos fazer, quando, como e com quem ou com que. Precisamos dar poder a nós mesmos, respeitando nossos próprios anseios e sonhos. Muitas vezes, desistimos porque não acreditávamos que merecíamos ter sucesso.

Cada um de nós é um ser divino, espiritual, que vive em um corpo físico. Somente esta verdade pode nos fazer lembrar de que temos poder e que podemos criar a vida que quisermos – desde que saibamos que somos nós que escolhemos, a cada momento de cada dia, o que o futuro nos trará. Escolhemos com nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações. Somos suficientemente poderosos para atingir qualquer meta que nos propusermos.

Vamos aprofundar um pouco a questão de como abrimos mão do nosso poder. Comecemos observando onde e como abrimos mão do nosso poder. Uma das maneiras é a culpa – quando culpamos os outros (ou a nós mesmos) pelas coisas que acontecem em nossa vida. Por exemplo, outro dia eu estava conversando com uma pessoa que estava aborrecida porque um amigo não havia telefonado num dia especial, como havia prometido. Ele estava com raiva por causa disto e culpava seu amigo por não ter cumprido o compromisso – por estar errado. Ele achava que estar aborrecido e zangado era ‘culpa’ do amigo dele. Repetindo: quando nos lembramos de que somos donos da nossa vida, percebemos que ninguém pode nos "fazer" felizes, nem tristes, nem zangados. Ficar assim é uma decisão que nós mesmos tomamos. Nós é que escolhemos como vamos reagir a qualquer coisa que apareça em nossas vidas – com raiva, ou com compreensão e aceitação.

Olhe dentro de você mesmo e lembre-se das vezes em que culpou alguém pela maneira como se sentia. Posso apostar que nós todos já fizemos isto em alguma ocasião – culpamos alguém pela maneira como nos sentíamos. Ficamos zangados, ou com raiva... "Bem, a culpa é deles. Foi porque eles fizeram isto, ou deixaram de fazer aquilo".

Quando escolhemos acreditar que alguém mais é responsável pelos nossos sentimentos, estamos abrindo mão de nosso poder, porque estamos dizendo que não temos controle sobre nossas emoções. É ‘culpa’ deles; eles são os responsáveis. Eles é que têm que fazer com que nos sintamos melhor.

É aí que precisamos mudar nossa própria atitude. Se você está com raiva, é por decisão sua. Você escolheu ficar com raiva. Agora, você poderia dizer: "Bem, foi porque eles fizeram tal e tal coisa que eu fiquei com raiva". Bem, sim e não. A ação deles provocou você a decidir ficar com raiva. Você poderia escolher liberar a raiva e deixa-la para trás, ou você pode escolher agarrar-se a ela e ficar alterado.

E me lembro de uma ocasião em que estava aborrecida. Uma das moças que trabalha para mim tinha se esquecido de fazer algo e eu estava zangada. Depois de refletir eu percebi: "Espere um minuto – você está escolhendo ficar alterada por causa de uma coisa que você não pode mudar – a coisa já está feita. Então, vamos ver como podemos consertar a situação. Vamos ver como melhorar as coisas". É aí que reside a sua escolha. Podemos escolher ficar com raiva, ou podemos escolher solucionar o problema. Podemos escolher ser impacientes, ou não. É aí que recuperamos nosso poder – ao saber e ter consciência de que temos uma escolha na maneira como reagimos às coisas.

Digamos que alguém está atrasado para um compromisso – o que você faz? Fica impaciente, alterado e acaba ficando furioso, ou diz: "OK. Agora tenho um tempo que posso usar para me sentar e relaxar, ou talvez eu possa adiantar algum trabalho que precisa ser feito". Não importa o que "aconteça conosco", podemos escolher como lidar com a situação, como maneja-la. É assim que obtemos poder. Escolhemos a ação, ou a reação, que nos traz paz interior – que vai nos manter centrados, em paz e em amor – em vez de escolher a ação que nos levará à raiva, ao ressentimento e à culpa.

Outra maneira de abrir mão de nosso poder vem das expectativas – quando esperamos que as pessoas se comportem de determinadas maneiras. Temos certas crenças sobre como os amigos, namorados, colegas ou cônjuge devem se comportar – são as nossas expectativas. Acreditamos que os amigos chegados devam estar sempre à nossa disposição. Se eles não atendem à nossa expectativa, ficamos aborrecidos, decepcionados, com raiva, ou seja lá o que for que sentimos. E aí, uma vez mais, nossas reações emergem de nossas expectativas. Esperamos que as pessoas chegadas a nós estejam disponíveis – presentes quando precisamos deles, presentes quando nós os chamamos. Quando eles não estão num dia bom, ou momento bom e não estão se sentido amorosos ou dispostos a ajudar, nós nos sentimos magoados e decepcionados. Por causa da ação ou inação de outra pessoa, escolhemos nos sentir feridos, irados, rejeitados, não amados, não apoiados, ou seja lá o que for – nós permitimos que outra pessoa comande as nossas emoções.

Quando reivindicamos nosso poder, dizemos: "Não importa o que outras pessoas façam. Eles podem fazer o que decidirem. Podem estar de bom humor, podem estar de mau humor, podem ser impacientes, podem estar estressados, podem estar em paz – o que quer que eles escolham é escolha deles. Não tem poder sobre mim. Eu escolho estar em paz. Eu escolho aceitar as coisas que não posso mudar. Eu escolho estar calmo e relaxado em tudo o que faço" - desta maneira, recuperamos nosso poder.

Eu me lembro de uma situação em que estava trabalhando com um prazo apertado, mas ainda assim me sentia calma e tudo ia correndo bem. Ao trabalhar com prazos apertados, era fácil (no passado) perder este equilíbrio. Entrou uma pessoa frenética, apressada, em pânico e todas estas "coisas"... Em vez de olhar para a situação e dizer "É a situação dele. São os sentimentos dele", eu "adotei" a mesma energia e comecei a me sentir apavorada e em pânico. Naquele momento, eu entreguei meu poder para aquela pessoa. Eu permiti que elaeafetasse a maneira como me sentia e como agia. Foi uma escolha. Pode não ter sido uma escolha consciente, mas ainda assim, foi uma escolha. Eu poderia, com a mesma facilidade, ter escolhido conservar meus sentimentos de paz e de calma, em vez de ter "caído" dentro do espaço emocional dele.

Torne-se consciente de suas escolhas. Numa situação como a que eu acabei de descrever, você poderia dizer: "OK. Esta pessoa está estressada e nervosa – mas eu escolho permanecer calma e relaxada durante este encontro". Você deve estar pensando que isto é mais fácil de dizer do que de fazer. Concordo; é mais fácil de dizer do que de fazer, mas quanto mais o dissermos a nós mesmos, quanto mais nos lembrarmos de como queremos nos comportar, mais fácil se torna. É como tudo o mais – a prática traz a perfeição – ou cria um hábito.

Todos nós conhecemos o conceito de que é preciso praticar, para nos tornarmos peritos em algo. Podemos aplicar este mesmo conceito ao funcionamento interno do nosso ser. Podemos aplica-lo às nossas emoções e ao nosso estado mental. Prática e aperfeiçoamento não se aplicam apenas a aprender a andar de bicicleta, ou a qualquer outra tarefa física que se execute. Aplicam-se também a mudar a maneira como você vê as coisas, e como reage às coisas... quanto mais você praticar, mais fácil ficará. Nós não desistimos na primeira vez em que tentamos andar; nem mesmo na segunda ou na terceira vez. Precisamos nos dar conta de que aprender a assumir o comando dos nossos pensamentos, emoções, hábitos, etc., é o mesmo processo. Precisamos de prática – tentar e tentar mais uma vez.

Um outro exemplo de "perda de poder" é quando sentimos que podemos mudar outra pessoa. Eu sei que é fácil supor isto, especialmente se temos filhos, ou um parceiro amoroso, ou amigos. Ainda assim, a única pessoa sobre as quais podemos atuar somos nós mesmos... e é aqui que nos tornamos poderoso. Quando tomamos a decisão e escolhemos mudar a nós mesmos – este é o verdadeiro poder.

Nós somos entes poderosos. Nossa maior limitação é a crença na nossa falta de poder... a falta de fé em nós mesmos. Você tem o direito e o poder de criar a vida que deseja. Não deixe que seus medos, suas dúvidas, e as velhas crenças o detenham. Nem deixe que as emoções ou os medos de outra pessoa o detenham. Lembre-se! Você é um ser divino. Você tem o poder ilimitado de criar seus sonhos. Vá em frente!

por Marie T. Russell
Traduzido por Lúcia A. Maranhão

Artigo Original "You've Got The Power!" em www.innerself.com.


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