Eu Não Sou a Minha Mãe

Algumas pessoas sentem que são limitadas por seus genes, pelo que está codificado no seu DNA. Mesmo que os estudos indiquem que gêmeos idênticos criados em ambientes diferentes tenham algumas semelhanças extraordinárias em preferências e comportamento, é preciso ter cuidado para não usar a genética como desculpa. "Minha família tem tendência a ataques cardíacos" ou...

Eu Não Sou a Minha Mãe

Algumas pessoas sentem que são limitadas por seus genes, pelo que está codificado no seu DNA. Mesmo que os estudos indiquem que gêmeos idênticos criados em ambientes diferentes tenham algumas semelhanças extraordinárias em preferências e comportamento, é preciso ter cuidado para não usar a genética como desculpa. "Minha família tem tendência a ataques cardíacos" ou "Minha mãe tinha excesso de peso" podem ser desculpas para se viver e comer de maneira não saudável. Mesmo que estes padrões não saudáveis tenham sido aprendidos de nossas mães e avós (e de nossos pais e avôs), eles não são necessariamente herdados. Agora, é claro que existe influência da genética, mais ainda assim, precisamos dar crédito a todos os estudos sobre o poder da mente.

Ficou demonstrado que o que as pessoas acreditam sobre si mesmo torna-se realidade. Todos nós já ouvimos falar das profecias que se cumprem por si mesmas. Em geral, aplicamos este conceito aos outros, sem ver que nós mesmos cumprimos nossas próprias profecias todos os dias. Afirmações como "na minha família todo mundo sofre de enxaquecas" podem até ser verdadeiras, mas isto não quer dizer que nós seremos obrigatoriamente vitimados. Temos escolhas, que podemos fazer. Há muitas informações novas sobre como, não apenas aliviar enxaquecas, mas também preveni-las. Algumas das soluções encontram-se na alimentação, outras em programas de preparo físico e, ainda outras em aliviar as situações estressantes de nossa vida. Assim, mesmo que a enxaqueca possa ser hereditária, há alguma coisa que podemos fazer. Não temos que baixar a cabeça e dizer: "Não posso fazer nada. Está nos meus genes".

Precisamos nos olhar de forma realista, utilizando tudo o que sabemos sobre o os antecedentes e os padrões de nossa família e então decidir o caminho a seguir. Em algumas áreas de nossa vida, isto é fácil de fazer. Só porque seus pais cresceram numa cidade (ou numa fazenda) não significa que você tenha que viver no mesmo lugar. Isto é óbvio. Mas será que é igualmente óbvio que, se nossos pais foram alcoólatras (ou fumavam, ou eram gordos, ou viciados em trabalho, ou morreram de ataque cardíaco, ou de câncer, etc.) nós não estamos obrigados a seguir seus passos? Sim, podemos ter a tendência a fazer isto. Podemos ter herdado alguns dos padrões genéticos que nos predispõem a certas doenças, podemos ter absorvido seu comportamento, já que as crianças aprendem de seus modelos de vida – mas nós contamos com a vantagem das pesquisas e da tecnologia avançada. E também temos a vantagem de conhecer o poder da mente sobre a matéria.

Pacientes a quem os médicos dizem que só têm três meses de vida, geralmente fazem exatamente isto. Será que é porque o médico tinha razão, ou foi porque o paciente acreditou que o médico era "onipotente" e assim acabou manifestando para si uma destas profecias que se cumprem por si mesmas? Por outro lado, os pacientes que se recusam a acreditar no médico, freqüentemente encontram maneiras alternativas de recuperar a saúde, não apenas para viver os três meses "receitados" pelo médico, mas para viver mais 10, 20, ou às vezes, até 30 anos.

Conheço um homem que foi informado pelo médico, há 30 anos, que teria apenas um ano de vida. Por que? Porque tinha cirrose do fígado. O médico lhe disse que, a menos ele que parasse de beber, estaria morto em um ano. Bem, isso foi há trinta anos. Este homem ainda está vivo. Não, ele não parou de beber; ainda assim, recusou-se a acreditar no veredicto do médico e, 30 anos mais tarde, ainda está vivo. Agora, isto é o poder da mente. Às vezes, basta a teimosia para sustentar você. Recusar-se a morrer, ou recusar-se a deixar que o médico tenha razão podem ser poderosas ferramentas de manifestação.

Quer dizer então que estamos aprisionados pela nossa genética? Se você quiser, será assim. Mas se quisermos ser teimosos com relação a isto e assumir o controle da nossa vida, e usar o poder da mente, juntamente com as ferramentas do conhecimento, poderemos passar ao largo desta programação e superar as limitações de nossas células. Nós não somos este corpo. Este corpo é nosso veículo, o "carro" que leva nossa alma ou espírito. Da mesma maneira que seu carro pode ter certas fragilidades, nós também sabemos que cuidar dele extremamente bem vai permitir que você dirija seu veículo sem que ele tenha que quebrar (ou, pelo menos, vai adiar esta ocorrência).

Então, eu sou a minha mãe? Não! Posso ter herdado certas semelhanças. Posso ter certas tendências. Certamente, eu cresci aprendendo as crenças dela. Porém, eu agora posso erguer-me acima deste molde e reconhecer que eu não sou ela. Eu sou eu mesmo e posso escolher minhas próprias crenças, minhas próprias doenças ou minha saúde e meu próprio futuro. Saber que não estamos "presos" aos padrões ancestrais é o primeiro passo em direção à liberdade e à liberação do medo e da dor.

Artigo Original "I Am Not My Mother" em www.innerself.com

Traduzido por Lúcia A. Maranhão


Livro Recomendado:

The Rebel  (em inglês)
by Osho.

Para maiores informações ou para encomendar este livro.


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